O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta terça-feira que o governo vai ingressar na Justiça com ações contra responsáveis por espalhar desinformação sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, em resposta a uma série de golpes online e notícias falsas sobre resgates, voluntários e doações.
Costa disse ter pedido ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, uma investigação da Polícia Federal sobre o assunto. O chefe da Casa Civil também falou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça vão buscar responsabilizar juridicamente os autores do que classificou como um “crime absurdo, não só moral, mas de risco a vidas humanas”.
“A dificuldade de comunicação já é tamanha e, se tem alguém difundindo mentiras e calúnias, dificulta a parte operacional”, disse Costa em reunião no Palácio do Planalto sobre a tragédia das chuvas.
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, encaminhou a Lewandowski um ofício em que lista o que chama de “narrativas desinformativas e criminosas” sobre a resposta do governo federal às enchentes e pede a “apuração dos ilícitos ou eventuais crimes relacionados à disseminação de desinformação e individualização de condutas”.
Segundo nota do governo, a AGU vai entrar com ações judiciais para pedir a retirada do ar de conteúdos falsos, direitos de resposta e indenizações por dano moral e coletivo, enquanto o Ministério da Justiça abrirá processos criminais contra disseminadores de desinformação.
O Rio Grande do Sul, por sua vez, anunciou ter criado uma força-tarefa para combater alegações falsas sobre as enchentes e disse ter aberto um canal direto com a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, “para avaliar e denunciar perfis que atuam na criação e amplificação de conteúdos falsos ou descontextualizados.” A empresa não respondeu ao contato da reportagem.
O governo gaúcho foi às redes sociais negar que esteja “impondo obstáculos” para receber ajuda humanitária, rebatendo acusações que circularam nos últimos dias.

