Futuros dos EUA operam estáveis às vésperas de Jackson Hole; IPCA-15 e outros assuntos

Futuros dos EUA operam estáveis às vésperas de Jackson Hole; IPCA-15 e outros assuntos (Foto: Pexels)

Os mercados asiáticos fecharam de forma mista nesta quarta-feira (24), enquanto os índices futuros de Nova York operam estáveis nesta manhã. Os investidores aguardam com ansiedade pelas falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que deve elucidar as medidas que serão adotadas pelo banco central americano para conter os avanços da inflação. 

O simpósio de Jackson Hole terá início nesta quinta-feira (25) com Powell aguardado para se pronunciar na sexta-feira (26) pela manhã. O mercado espera que o presidente reforce a meta do banco central de conter a inflação e mantenha as expectativas sobre os ganhos futuros. 

Em solo brasileiro, o maior destaque é a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), referente à primeira metade de agosto. Segundo o Refinitiv, deve haver um recuo de 0,81% na base mensal e alta de 9,5% na base anual. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam próximos à estabilidade após registrar três quedas consecutivas. As ações tem registrado baixas nos últimos dias antes da reunião dos bancos centrais em Jackson Hole nesta semana. 

Os investidores também monitorarão novos dados para avaliar a saúde da economia. Bens duráveis e vendas pendentes de casas serão divulgados nesta quarta-feira. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,07% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,03% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,02% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida nesta quarta-feira (24) após o Dow Jones e o S&P 500 registraram seu terceiro dia de perdas consecutivas nos EUA nesta semana. 

O índice de Shanghai, da China, registrou queda de 1,86%, fechando em 3.215,20. O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,07%.  

  • Shanghai SE (China), +2,41% 

  • Nikkei (Japão), +1,75% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +4,01% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +1,03% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus seguem a ’onda’ mundial, operando de forma negativa nesta quarta-feira (24), com os investidores também aguardando o que será discutido no Jackson Hole para se nortear sobre as perspectivas mundiais. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,34% 

  • DAX (Alemanha), +1,27% 

  • CAC 40 (França), +1,20% 

  • FTSE MIB (Itália), +1,06% 

‘Commodities’

As cotações de petróleo registraram alta, estendendo os ganhos de mais de 3% na sessão passada. A grande preocupação deste mercado é um possível corte na produção de petróleo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). 

Na véspera, o ministro da Energia saudita disse que a Opep+ tem os meios para lidar com desafios que incluem corte de produção, minimizando uma possível crise.  

  • Petróleo WTI, +1,33%, a US$ 94,99 o barril 

  • Petróleo Brent, +1,31%, a US$ 101,53 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,65%, a 716,00 iuanes, o equivalente a US$ 104,33 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -0,45% a US$ 21.360,27 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa avança 2,13% 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em alta de 2,13% nesta terça-feira (23), chegando aos 112.857 pontos, se recuperando da queda da véspera. O principal índice da bolsa brasileira descolou do exterior, onde os benchmarks fecharam no negativo com o mercado temeroso com o simpósio de Jackson Hole, que começa na quinta-feira (25). 

Entre as maiores altas do Ibovespa, ficaram companhias de crescimento, com destaque para Americanas (AMER3) com alta de 15,91%, as do Méliuz (CASH3), com 9,32% e as do Magazine Luiza (MGLU3), com ganhos de 8,64%.  

AMER3 foi uma das que mais sofreu movimentação com o anúncio da ida de Sergio Rial para a presidência da companhia a partir de 2023. 

Foram destaque também empresas ligadas ao setor de siderurgia e mineração, como os papéis da Usiminas (USIM5) com alta de 9,72% e as ordinárias da CSN (CSNA3), 9,29%. Os ativos da Vale (VALE3) saltaram 6,41%. 

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