FIIs: qual a diferença entre os de papel e tijolo

Fiagro: conheça o novo ‘queridinho’ dos FIIs (Foto: Pexels)

Para os iniciantes no mundo dos investimentos, um dos maiores ‘queridinhos’ são os Fundos imobiliários, os famosos FIIs. Mais fáceis de entender e menos voláteis que as ações, eles parecem ser oportunidades mais atrativas para os investidores que ainda estão entendendo sobre esse mercado. 

Além de ser uma excelente opção para ‘sentir’ a renda variável — especialmente para quem passou anos na renda fixa — também é uma opção interessante para os que almejam alcançar a independência financeira. Além disso, ainda pode ser uma opção para os que são adeptos de viver de aluguéis. 

Imóveis continuam a ser os ‘queridinhos’ dos brasileiros 

Viver de aluguéis, por exemplo, é um sonho antigo da maioria dos brasileiros — que enxergam nos imóveis a estabilidade necessária para se ter uma renda constante e ainda assim conseguir vencer a inflação.  

Atualmente, existem três formas de investir em imóveis: comprando para revender depois da valorização da propriedade, colocando para alugar ou aplicando em fundos imobiliários.    

A última opção é considerada a mais fácil tanto pelo acesso, baixo investimento e pela possibilidade de se desfazer de suas cotas a qualquer momento. Mas antes de falar dos benefícios dos FIIs, é preciso falar o que são os fundos imobiliários.  

Entenda o que são os FIIs

Fundos imobiliários ou FIIs, sigla usada no mercado, funcionam como outros fundos de investimento: eles reúnem pessoas interessadas em investir e têm gestores responsáveis por controlar e gerenciar onde o dinheiro será aplicado.   

Os ativos que pertencem aos FIIs são empreendimentos imobiliários ou aplicações financeiras ligadas a este mercado.   

Como funcionam?  

Os FIIs são controlados por um gestor que acompanha o mercado diariamente e administra o seu patrimônio.  Os resultados do fundo, seja rentabilidade ou perda, são repassados de forma igual para os investidores. Assim, é como se o investidor recebesse todos os meses uma espécie de ‘aluguel’ dos FIIs que possui.  

Todos os cotistas que desejam investir um mesmo valor por cota e recebem uma rentabilidade equivalente à quantidade de cotas que o investidor possui. Portanto, quanto mais cotas compradas, maior o lucro.  

Você se torna dono do imóvel?  

Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regulamenta a operação e administração dos FIIs: “ao investir em um FII, o investidor se torna cotista, ou seja, titular (“dono”) do FII na proporção de seu investimento.”   

Assim, o investidor “não pode exercer qualquer direito real sobre os imóveis e empreendimentos que fazem parte do patrimônio do fundo”. Por este motivo, o cotista não responde legalmente pelo imóvel. Assim como as ações, a compra dos FIIs é feita através da B3. 

Como funciona o rendimento nos FIIs? 

Valorização das cotas  

Ao contrário dos imóveis, os investidores podem vender uma cota ou 100 quando quiser. Assim, eles podem vender as suas cotas para outros investidores. O preço unitário da cota de um fundo pode se valorizar com o tempo e é possível lucrar com este aumento.  

No entanto, vale ressaltar que os FIIs se tratam de renda variável. Por isso, é possível que eles também sofram depreciação com a marcação a mercado.  

Distribuição dos lucros do fundo  

Assim como os imóveis físicos, os investidores também recebem aluguéis. A maioria dos FIIs recebem mensalmente e distribuem esse lucro líquido para seus cotistas, de maneira proporcional à quantidade de cotas de cada um.   

Qual a diferença entre FIIs de papel e tijolo? 

Basicamente, o segundo se refere a um imóvel físico, enquanto o primeiro trata de um documento. Os fundos de papel investem em títulos financeiros vinculados ao mercado imobiliário, como Letras de Créditos Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).   

Em contrapartida, os fundos de tijolo são aqueles que investem em empreendimentos imobiliários físicos, como prédios comerciais, shoppings, hospitais ou lajes corporativas.   

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