Mesmo com a Microsoft (MSFT34) travando um embate com o governo americano para seguir com a compra bilionária da produtora de videogames Activision Blizzard, a empresa fundada por Bill Gates segue fechando negócios.
O mais recente foi anunciado neste domingo (11): a compra de 4% de participação na Bolsa de Valores de Londres, (a London Stock Exchange Group, ou LSEG) por US$ 2 bilhões, em uma transação que deve ser concluída no primeiro trimestre de 2023.
Ainda como parte da parceria estratégica, a LSEG e a Microsoft também firmaram um contrato comercial de dez anos para migrar a plataforma de dados da LSEG e outras infraestruturas de tecnologia importantes para o Microsoft Cloud.
Em um comunicado aos investidores e à imprensa, a empresa estima que essa parceria pode gerar uma receita adicional de US$ 5 bilhões para a empresa nos próximos 10 anos, incluindo os compromissos de gasto mínimo de US$ 2,8 bilhões da LSEG para serviços e suporte em nuvem.
A parceria tem, como foco central, uma empresa de dados financeiros: a Refinitiv, que surgiu de um consórcio entre a empresa de private equity Blackstone e a multinacional de comunicação Thomson Reuters. Depois de alcançar a posição de segunda maior companhia de dados financeiros, atrás apenas da Bloomberg, a Refinitiv foi comprada pela LSEG por US$ 27 bilhões, em janeiro de 2021.
Após a transação, a Blackstone e a Thomson Reuters passaram a deter uma participação minoritária da LSEG e são esses acionistas que venderão parte de seus papéis à Microsoft.
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