Desde o início de 2022, já se especulava que estas seria uma das eleições mais polarizadas do Brasil — além de uma das mais acirradas da história democrática do país. No entanto, muitos não entendem o impacto que as eleições podem ter nos bolsos dos investidores.
Após o último domingo (02), em que foram eleitos governadores, senadores e deputados federais e estaduais, a prova de que o resultado final para as eleições presidenciais deve ser bem acirrado foi confirmada, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno no próximo dia 30.
Com um ambiente tão polarizado, espera-se que as eleições tragam também volatilidade nos mercados. Embora a volatilidade tenha sido especulada desde o início, para a surpresa de muitos, os dados indicam que não.
Há volatilidade ou não nas eleições?
Observando dados históricos desde a redemocratização, os retornos do Ibovespa 12 meses antes das eleições são menores (na média, negativos), enquanto os retornos médios no pós-eleição apresentam performance mais alta, no território positivo.
Os dados revelam que, apesar da fama de agitador, a volatilidade do período eleitoral não é diferente do que já vemos com frequência por aqui.
Ou seja, ao contrário do que muitos podem acreditar, a volatilidade observada na bolsa brasileira não é historicamente maior em períodos eleitorais, quando comparado a tempos “normais”. E sim, é uma companheira constante dos investidores brasileiros.
O que é volatilidade?
A volatilidade de um ativo se refere à oscilação dos retornos desse ativo, ou seja, quanto o lucro dele pode variar dentro de um período de tempo. Para isso, o quanto o lucro dado por ele varia dentro de uma janela de tempo. Para isso, avaliamos o quanto subiram e desceram os preços do ativo em relação ao seu valor médio nesse período.
Volatilidade é também uma medida de risco quando falamos de investimentos — quanto mais volátil, maior a chance de você ter grandes retornos ou grandes perdas (“com grandes retornos vêm grandes volatilidades”).
A imprevisibilidade e a incerteza eleitoral
Quando falamos de eleições, estamos falando da incerteza sobre o futuro do cenário político no Brasil. Independente da predileção política de cada analista e gestor de mercado, a palavra de ordem que conecta as urnas aos mercados: previsibilidade ou a falta dela.
A falta de previsibilidade sobre o que acontecerá no futuro impacta diretamente a percepção de risco de agentes de mercado. Assim, se você não sabe o que vai acontecer amanhã, como você terá coragem de colocar seu dinheiro em um ativo? Simples: você coloca essa incerteza no preço desse ativo.
Por este motivo a precificação da incerteza eleitoral é tão falada. O movimento de investidores tentando se proteger do desconhecido, por meio do desconto no preço daquilo que estão comprando.
Em suma, quando um indicador sobe, o outro desce. O comportamento indica que a economia tende a sofrer em momentos de maior incerteza, como na crise político-fiscal que vivemos entre 2014 e 2015, e no início da crise da pandemia de Covid-19.
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