O sobe e desce do dólar desperta o interesse de diversos investidores, que enxergam na volatilidade uma chance não só se lucrar, mas também de proteger os seus investimentos ao incluírem o ativo em seu portfólio.
Com a globalização, ficou mais fácil ter acesso a outras culturas e vivências. No entanto, o movimento facilitou que investidores estrangeiros tivessem acesso a outros mercados de capitais, como o norte-americano, por exemplo. Quer entender como investir nesta moeda? Nós, da Boa Brasil Investimentos, podemos te ajudar com isso.
Por que investir em dólar?
Como se sabe, ao manter os seus investimentos apenas em solo brasileiro, todo o risco da sua carteira está concentrado apenas a um país e uma moeda. Ao dividir estes investimentos com outro país e moeda, o risco se dilui — o que pode ser uma boa oportunidade para lucrar.
No entanto, vale ressaltar que apesar de o dólar ser considerado a “moeda forte” e sempre ser buscado pelo mercado em momentos de incerteza, é preciso ter em mente que atrelar a rentabilidade à variação cambial significa tomar risco.
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A desvalorização do real pode beneficiar quem dolarizou a carteira, da mesma maneira que o cenário oposto pode jogar os ganhos para baixo.
Confira algumas opções de investimentos para atrelar sua carteira ao dólar
1 – Ações brasileiras
Não, você não leu errado. Embora muitos especialistas prefiram investir diretamente no mercado norte-americano, uma opção para quem ainda está começando e tem medo de aportar altos valores fora do Brasil é investir em ações brasileiras que faturam em dólar.
Algumas empresas, como a WEG, por exemplo, tem as suas receitas expostas ao dólar e se beneficiam com a alta do dólar. Vale ressaltar que essa não é uma recomendação de compra, mas uma forma de exemplificar que em solo brasileiro é possível se expor a empresas ligadas ao dólar e assim faturar com a alta da moeda.
2 – Fundos cambiais
Uma das maneiras de investir em dólar é aplicar o dinheiro em um fundo cambial. Esse tipo de fundo de investimento aloca pelo menos 80% de seu patrimônio em ativos que têm como principal fator de risco a variação cambial. Dessa forma, a variação da rentabilidade do investimento acompanha, claro, o movimento da taxa de câmbio.
Esta é uma das formas “mais fáceis” de investir em dólar. A vantagem é que o investidor conta com um profissional, o gestor do fundo, para traçar as estratégias do investimento, enquanto a desvantagem é não ter a autonomia de escolher.
3- BDRs
BDR é a sigla do inglês para Brazilian Depositary Receipts. São títulos listados no Brasil por uma instituição brasileira (no caso, a B3), mas que têm lastro em ações de empresas negociadas no exterior.
Com o BDR, o brasileiro pode investir em companhias estrangeiras sem precisar necessariamente comprar a ação lá fora. É como se fosse, por exemplo, a ação da Apple negociada na B3 (AAPL34), porém em forma de recibo.
4 – Contratos futuros e mini-contratos
Essa modalidade de investimento permite que o investidor especule sobre a taxa de câmbio, e pode ser usada como forma de proteção. Pelos contratos futuros de dólar, negociados na B3 com o código DOL, o investidor compra a moeda pela cotação atual, mas recebe somente em uma data futura pré-estabelecida. Se no recebimento o dólar tiver subido, o investidor pode vender a um preço mais alto do que pagou e lucrar com isso.
5 – Fundos que aplicam no exterior
Existem fundos de investimentos que aplicam seus recursos no exterior, fazendo com que a rentabilidade esteja também atrelada ao dólar.

