China registra queda após dados da indústria; Futuros de NY operam mistos

China registra queda após dados da indústria; Futuros de NY operam mistos (Foto: Pexels)

Os mercados asiáticos fecharam em baixa após a China ter apresentado queda nos dados da indústria, demonstrando que a atividade encolheu no mês de agosto. Em contrapartida, os índices futuros de Nova York operam sem direção na manhã desta quarta-feira (31), com investidores temendo que o Federal Reserve adote medidas restritivas para conter a inflação. 

Nesta terça-feira (30), o presidente do Fed de Nova York, John Williams, preocupou o mercado ao adiantar que as taxas de juros devem continuar subindo e deve permanecer nesses níveis até que a inflação seja controlada. Outros discursos do Fed estão previstos para hoje. No mercado, os dados de emprego da ADP e PMI de Chicago também serão divulgados pela manhã. 

A Europa opera em queda após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto da zona do euro registrar aumento de 9,1%. O dado reforça as apostas de alta nos juros em 0,75 ponto percentual (p.p.) na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE). 

Em solo brasileiro, haverá a divulgação da taxa de desemprego de julho medida pela pesquisa PNAD contínua. Segundo o Refinitiv, a taxa de desemprego deve ficar em 9,1%.  

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam de forma mista nesta manhã após registrar três perdas seguidas. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse na terça-feira (30) ser “evidente” que o banco central norte-americano precisa elevar os juros básicos “bem mais” até o fim do ano. 

Com poder de voto nas decisões monetárias, Williams disse que provavelmente os juros precisarão ficar “um pouco acima” da marca de 3,5%. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,11% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,17% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,28% 

Ásia

Os mercados asiáticos recuaram acompanhando o temor global por uma recessão e ainda ‘sofrendo’ com o resultado negativo dos dados da produção fabril da China. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da manufatura oficial da China para agosto superou as expectativas, atingindo 49,4, mas ainda abaixo da marca de 50. Enquanto isso, o PMI de Serviços caiu para 52,6 pontos. 

As principais cidades da China, como Dalian e Shenzhen, reforçaram as restrições à Covid na terça-feira, também preocupando o mercado que as restrições se tornem mais duras. 

  • Shanghai SE (China), -0,78% 

  • Nikkei (Japão), -0,37% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,03% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,86% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

A Europa ampliou as perdas após a inflação da zona do euro registrar um aumento maior do que o previsto. O resultado do índice de preços ao consumidor (CPI) deve reforçar as apostas de uma política monetária mais agressiva do BCE. 

A próxima reunião da autoridade monetária acontecerá no dia 8 de setembro. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,54% 

  • DAX (Alemanha), -0,22% 

  • CAC 40 (França), -0,85% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,07% 

‘Commodities’

O preço do petróleo reverteu a alta registrada anteriormente no início da sessão. As cotações operam em baixa, com o temor de que a China passe a intensificar as restrições à covid-19 e que os bancos centrais continuem a aumentar a taxa de juros. 

Além disso, o minério de ferro também registrou nova queda, marcando seu terceiro mês seguido de baixa, após os dados de atividade na China. 

  • Petróleo WTI, -1,56%, a US$ 90,21 o barril 

  • Petróleo Brent, -1,74%, a US$ 97,58 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,72%, a 685 iuanes, o equivalente a US$ 99,30 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -0,96% a US$ 20.212,57 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa fecha em queda de 1,68% 

IBOV registra queda (Foto: Pexels)
IBOV registra queda (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em queda de 1,68% nesta terça-feira (30), chegando aos 110.430 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira foi impactado por um cenário de aversão ao risco global., seguindo o cenário visto nas bolsas mundiais — com o temor pela desaceleração econômica e o aumento da inflação aumentando. 

Entre os destaques negativos, ficaram as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4) que recuaram, respectivamente, 5,64% e 5,93%, sendo destaque negativo por peso do Ibovespa. As ordinárias da Vale (VALE3), caíram 2,90%, impactadas pela queda do minério de ferro. 

Agenda 

  • 8h: Confiança empresarial 
  • 9h: Pesquisa PNAD contínua de julho, consenso Refinitiv projeta taxa de desemprego em 9,1% 
  • 9h30: Resultado primário do setor público consolidado de julho, com consenso Refinitiv de superávit de R$ 21,4 bilhões 
  • 12h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem reunião com Gustavo Montezano, presidente do BNDES (fechado à imprensa) 
  • 14h30: Fluxo cambial semanal 
  • 14h51: Pesquisa eleitoral PodeData 
  • 14h52: Pesquisa eleitoral XP/Ipespe 
  • 14h53: Pesquisa eleitoral ModalMais/Futura 
  • 14h53: Pesquisa eleitoral Quaest/Genial 

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