As bolsas mundiais registraram alta. A maioria dos mercados asiáticos fechou com alta, mesma direção de operação dos índices futuros dos EUA e bolsas da Europa nesta terça-feira (29), após a crescente frustração com a política de Covid Zero da China derrubar os mercados globais na sessão passada.
As autoridades de saúde chinesas relataram esforços para um aumento nas taxas de vacinação de idosos, o que é considerado por especialistas como crucial para reabrir a economia. O gigante asiático também viu uma queda no número de infecções diárias na segunda-feira, a primeira queda desde 19 de novembro.
No front econômico, investidores estarão atentos ao discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, amanhã (30), em busca de informações sobre a luta do banco central contra a inflação.
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Em solo brasileiro, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator-geral do Orçamento de 2023, protocolou ontem no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição retirando o Bolsa Família do teto de gastos por quatro anos.
A PEC é a prioridade do governo eleito, que busca garantir recursos antes da posse já para os primeiros meses de gestão, e é acompanhada de perto pelo mercado financeiro, em razão de seu impacto sobre as contas públicas.
Na agenda econômica, sai o resultado primário e dados da arrecadação do governo brasileiro em outubro, além do IGP-M e do índice de preços ao produtor.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta manhã de terça-feira (29), com os investidores de olho na China em meio a especulações de que o governo pode fazer mudanças em sua política rígida de Covid Zero. Não houve anúncio oficial, mas os esforços para acelerar a vacinação de idosos são cruciais para a flexibilização das medidas.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), +0,29%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,47%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,73%
Ásia
A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta, com destaque para alta de mais de 5% da bolsa de Hong Kong, já que os casos de Covid do país na segunda-feira registraram a primeira queda desde 19 de novembro.
O pedido de autoridades chinesas de que idosos sejam proativos em relação à vacinação também ajudou na recuperação dos mercados.
Shanghai SE (China), +2,31%
Nikkei (Japão), -0,48%
Hang Seng Index (Hong Kong), +5,24%
Kospi (Coreia do Sul), +1,04%
Europa

Os mercados europeus avançam nesta terça-feira, enquanto investidores seguem monitorando as notícias sobre as restrições da Covid na China. Em indicadores, o mercado espera pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,82%
DAX (Alemanha), +0,19%
CAC 40 (França), +0,33%
FTSE MIB (Itália), +0,25%
‘Commodities’
As cotações do petróleo sobem devido ao arrefecimento das preocupações com a desaceleração da demanda por combustível na China, principal importador de petróleo, em meio a especulações sobre possíveis relaxamentos na política de Covid Zero do país após protestos.
Os preços do minério ferro na China também operam em alta, registrando quarta alta consecutiva, impulsionados pelas esperanças de recuperação da demanda da commodity enquanto a China está tomando medidas para sustentar o setor imobiliário em dificuldades.
Petróleo WTI, +2,10%, a US$ 78,86 o barril
Petróleo Brent, +2,40%, a US$ 85,19 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,26%, a 770,50 iuanes, o equivalente a US$ 107,51
Brasil
Ibovespa

O Ibovespa encerrou próximo da estabilidade, alcançando uma leve queda de 0,18%, chegando aos 108.782 pontos e giro financeiro fraco, de R$ 21 bilhões. No câmbio, o dólar recuou 0,8%, aos R$ 5,37, ajudando também na queda dos juros futuros.
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