As bolsas registraram alta na manhã desta segunda-feira (27). Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa amanhecem positivos depois de registrarem as maiores perdas do ano na semana passada, à medida que agentes do mercado aumentam as apostas de elevação de juros do Federal Reserve (Fed) após os dados de inflação acima do esperado nos EUA.
Na sexta-feira (24), os mercados fecharam em baixa com um aumento maior do que o esperado do índice de gastos de consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação preferido do Fed.
Além disso, pesou sobre os mercados a ata da última reunião do Fed, que reiterou a postura dura do banco central americano sobre a inflação, bem como comentários de dirigentes do Fed alertando que as taxas de juros podem subir mais e por mais tempo do que o previsto.
Um dos destaques da semana é a possível restabelecimento dos impostos federais sobre gasolina e etanol, isentos até 28 de fevereiro. Segundo o noticiário local, Lula se reúne hoje (27) com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para discutir a tributação sobre combustíveis.
O diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, encerra seu mandato nesta semana e os participantes do mercado estarão atentos às possíveis indicações.
Em terceiro lugar, estão as discussões em torno da nova regra fiscal permanecem no centro das atenções, principalmente após entrevistas da equipe econômica à mídia esclarecendo alguns pontos, embora sem sinais de resoluções concretas.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta manhã de segunda, revertendo as perdas do pregão anterior, quando o índice de inflação medido pelo PCE veio acima do previsto. Isso, combinado com um mercado de trabalho apertado e gastos do consumidor resilientes intensificou as expectativas de aumento dos juros.
Na agenda econômica, os investidores procurarão pistas sobre como a inflação está afetando consumidores e empresas em meio a vários dados econômicos e resultados corporativos.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), +0,42%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,48%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,62%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam no território negativo, repercutindo a forte das ações em Wall Street na sexta-feira.
Shanghai SE (China), -0,28%
Nikkei (Japão), -0,11%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,33%
Kospi (Coreia do Sul), -0,87%
ASX 200 (Austrália), -1,12%
Europa

Os mercados europeus também operam no azul, depois de registrarem a queda mais acentuada do ano até agora na semana passada.
O Banco Central Europeu (BCE) disse que pretende aumentar as taxas de juros em mais 50 pontos-base em março, embora os investidores estejam avaliando a probabilidade de irem significativamente além disso.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,75%
DAX (Alemanha), +1,27%
CAC 40 (França), +1,26%
FTSE MIB (Itália), +1,46%
STOXX 600, +0,96%
‘Commodities’
Petróleo WTI, +0,38%, a US$ 76,61 o barril
Petróleo Brent, +0,32%, a US$ 83,43 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 2,53%, a 885,50 iuanes, o equivalente a US$ 127,17
Brasil
Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 1,67% nesta sexta-feira (24), aos 105.798 pontos. O índice, por mais um dia, sofreu acompanhando o mercado externo, como foi em toda a semana, na qual acumulou uma baixa de 3,09%.
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