As bolsas mundiais registraram baixa na manhã quarta-feira (7), à medida que aumentam as incertezas sobre a direção dos aumentos das taxas de juros pelo Federal Reserve e mais rumores sobre uma recessão iminente.
Executivos dos maiores bancos dos EUA alertaram sobre uma recessão iminente, já que a inflação ameaça o consumo das famílias americanas. Além disso, o mercado aguarda mais dados econômicos esta semana para obter pistas sobre o ritmo da política monetária do Federal Reserve.
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No Brasil, investidores aguardam pela confirmação das expectativas de manutenção da taxa Selic em 13,75% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Do lado político, a PEC da Transição foi aprovada na CCJ com extrateto de R$ 145 bilhões – R$ 30 bilhões abaixo do valor no texto original –, dois anos de exercício do extrateto e definição de novo arcabouço fiscal, substituindo o teto de gastos, até agosto de 2023. A PEC agora está prevista para ser de votada nesta quarta.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em leve baixa nesta manhã, à medida que aumentam as perspectivas de recessão. Os dados divulgados na segunda-feira mostram que a atividade da indústria de serviços dos EUA aumentou inesperadamente em novembro e o robusto relatório da folha de pagamento da semana passada levantou dúvidas sobre quando o Fed pode afrouxar a política monetária.
Dow Jones Futuro (EUA), -0,03%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,11%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,26%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam com baixa nesta quarta-feira, após dados da balança comercial da China em novembro abaixo do previsto. A China anunciou mais flexibilização das medidas restrições ao Covid, em um movimento que era amplamente esperado pelo mercado. Os viajantes entre regiões na China não precisarão mais apresentar resultados de testes negativos para Covid, segundo comunicado da Comissão Nacional de Saúde. Na Índia, o Banco Central anunciou uma alta de 35 pontos base na taxa básica de juros, para 6,25%, em linha com as expectativas dos economistas consultados pela Reuters.
Shanghai SE (China),-0,40%
Nikkei (Japão), -0,72%
Hang Seng Index (Hong Kong), -3,22%
Kospi (Coreia do Sul), -0,43%
Europa

Os mercados europeus operam sem direção única, à medida que investidores avaliam riscos de uma recessão global. Na agenda econômica, os ativos devem repercutir o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro do terceiro trimestre. O consenso Refinitiv prevê alta de 0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 2,1% na comparação com mesmo período do ano passado.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,17%
DAX (Alemanha), -0,09%
CAC 40 (França), -0,21%
FTSE MIB (Itália), +0,33%
‘Commodities’
As cotações do petróleo operam em baixa, com a incerteza econômica e perspectiva de taxas de juros mais altas pressionando os preços. Os preços do petróleo caíram mais de 1% por três sessões consecutivas, desistindo da maior parte de seus ganhos neste ano. Os preços do minério de ferro na China recuam, ampliando as perdas da sessão anterior, diante da cautela dos investidores em relação à China.
Petróleo WTI, -0,58%, a US$ 73,82 o barril
Petróleo Brent, -0,33%, a US$ 79,09 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,92%, a 765,00 iuanes, o equivalente a US$ 109,66
Brasil
Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,72% nesta terça-feira (6), aos 110.188 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira foi na contramão do que foi visto nos Estados Unidos, com ajuda, principalmente, das ações ordinárias da Vale (VALE3), que subiram 1,45%.
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