Bolsas recuam com aumento das tensões entre China e EUA

Bolsas recuam com aumento das tensões entre China e EUA (Foto: Instagram)

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuaram na manhã desta terça-feira (02), seguindo a direção de fechamento da maioria dos mercados asiáticos — repercutindo a escalada das tensões entre China e os Estados Unidos. 

Além disso, o mercado ainda aguarda pela divulgação de resultados corporativos dos EUA de empresas como Starbucks, PayPal, Caterpillar, Advanced Micro Devices e outras empresas. 

Em solo brasileiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) começa sua reunião hoje (2) e no dia seguinte deve anunciar uma nova elevação na taxa Selic. Segundo o Refinitiv, deve haver uma alta de 13,75% ao ano. 

Se este aumento for confirmado, os juros no Brasil serão os maiores em cinco anos. Na temporada de balanços, haverá a divulgação de empresas como Engie Brasil, Cielo, Copasa, Iguatemi e JSL, além de Getnet antes da abertura. 

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixo com o aumento das tensões políticas com a viagem da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, para Taiwan.  

O aprofundamento das preocupações sobre uma desaceleração econômica global levou os investidores norte-americanos a investirem mais em títulos da dívida americana.  

De uma maneira geral, o mercado aguarda o relatório de emprego dos EUA na sexta-feira, para obter mais pistas sobre a saúde da economia e do mercado de trabalho. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,48%; 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,68%; 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,84%. 

Agenda 

Em termos executivos, haverá a divulgação do relatório JOLTS, com a média das projeções do mercado apontando para 11 milhões de vagas em aberto nos Estados Unidos, ainda no mês de junho.

Bolsas na Ásia 

A maioria dos mercados asiáticos fechou negativamente também devido às tensões entre os Estados Unidos e China. Sobre a viagem, Pequim se pronunciou afirmando que seu exército “nunca ficará de braços cruzados” e “defenderá a soberania e a integridade territorial da China”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, em entrevista coletiva. 

  • Shanghai SE (China), -2,26%; 

  • Nikkei (Japão), -1,42%; 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,36%; 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,52%. 

Bolsas na Europa 

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Bolsas europeias recuam em sua maioria nesta segunda-feira (01º) — seguindo o sentimento de risco global e de uma possível recessão. Os resultados corporativos foram impulsionados pelo movimento individual do preço das ações. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,07%; 

  • DAX (Alemanha), -0,60%; 

  • CAC 40 (França), -0,51%; 

  • FTSE MIB (Itália), -0,69%.

‘Commodities’ 

As cotações do petróleo recuaram, ampliando as perdas anteriores com investidores temendo a crescente demanda global por petróleo. 

Nesta semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados, incluindo a Rússia, deve se reunir na quarta-feira (03) para decidir sobre a produção de petróleo de setembro.  

  • Petróleo WTI, -0,72%, a US$ 93,21 o barril; 

  • Petróleo Brent, -0,87%, a US$ 99,16 o barril; 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,45%, a 807,00 iuanes, o equivalente a US$ 119,39. 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -1,98% a US$ 22.843,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás). 

Brasil 

Ibovespa fecha em queda 

IBOV tem queda. (Foto: Pexels)
IBOV tem queda. (Foto: Pexels)

Nesta quarta-feira (01º), o Ibovespa fechou em queda de 0,91%, chegando aos 102.255 pontos. O principal índice da Bolsa foi impactado pelo desempenho negativo das ações ligadas a commodities — influenciada também pelo recuo dos benchmarks americanos. 

Na quarta quadrissemana de julho, o IPC-S caiu 1,19%, ante alta de 0,67% em junho. Somado isso à notícia de que a Petrobras (PETR3; PETR4) adiantará dividendos, o mercado começou a especular que o Banco Central (BC) possa começar a desacelerar as altas de juros. 

As maiores altas foram impulsionadas pelas empresas ligadas aos juros, como varejistas e empresas de tecnologia. As ações ordinárias da Magazine Luiza (MGLU3) e da Locaweb (LWSA3) subiram, respectivamente, 5,43% e 5,02%. 

Ações de peso no Ibovespa impactaram a queda. As ações da Vale (VALE3) recuaram 2,39%. As ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) caíram, respectivamente, 1,25% e 1,38%

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