As bolsas mundiais fecharam mistas. Os mercados asiáticos fecharam no positivo, acompanhando a alta das bolsas dos Estados Unidos e da Europa — em contrapartida, os índices futuros americanos e os mercados europeus operam em baixa nesta quarta-feira (05).
Os dois dias seguidos de ganhos nos Estados Unidos foram impactados após o Federal Reserve dar a entender que diminuiria o ritmo de aumentos das taxas de juros, reduzindo a probabilidade de uma recessão mais profunda.
A agenda de indicadores está lotada nos Estados Unidos, com investidores aguardando pela divulgação da variação do emprego privado ADP de setembro, balança comercial, pedidos de hipotecas semanais, PMI S&P Global e o ISM.
Em solo brasileiro, a produção industrial de agosto, às 9h, com previsão de queda de 0,6%, ante aumento de 0,6% em julho. Mais tarde, sai o PMI S&P Global do Brasil. Do lado político, investidores acompanham as negociações e os apoios políticos aos candidatos que disputarão o segundo turno das eleições
Estados Unidos

Após registrar alta nos dois primeiros pregões de outubro, os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa na manhã desta quarta-feira (05).
Os principais índices de Nova York recuam à medida que a esperança de que o BC americano possa moderar o ritmo dos aumentos das taxas de juros começam a se esvair novamente. O cenário inflacionário americano ainda é persistente, indicando que a postura do Fed ainda deve ser agressiva.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,81%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,78%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,76%
Ásia
Os mercados da Ásia fecharam em alta nesta quarta, após as ações dos Estados Unidos registrarem alta pelo segundo dia consecutivo. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de 5,9%, a 18.087,97, em seu retorno após feriado na terça-feira.
Shanghai SE (China), fechado
Nikkei (Japão), +0,48%
Hang Seng Index (Hong Kong), +5,90%
Kospi (Coreia do Sul), +0,26%
Europa

Os mercados europeus operam em queda após PMI da zona do euro cair para mínima de 20 meses à medida que a perspectiva de recessão aumenta. A atividade comercial da zona do euro caiu mais do que o esperado no mês passado, aumentando a probabilidade de uma recessão no bloco.
O PMI composto final da zona do euro (índice de gerentes de compras) da S&P Global, indicador de saúde econômica, caiu para 48,1 em setembro, ante 48,9 em agosto, abaixo de uma estimativa preliminar de 48,2.
FTSE 100 (Reino Unido), -1,28%
DAX (Alemanha), -1,00%
CAC 40 (França), -0,67%
FTSE MIB (Itália), -1,66%
‘Commodities’
Os preços do petróleo tipo Brent e WTI operam em leve queda após subirem na abertura antes de uma reunião da Opep+ para discutir um grande corte de produção no que analistas veem como um mercado fortemente abastecido.
Petróleo WTI, -0,38%, a US$ 86,19 o barril
Petróleo Brent, -0,22%, a US$ 91,60 o barril
Bitcoin
Bitcoin, +1,25% a US$ 20.161,66 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Brasil
Ibovespa fecha estável após salto da véspera

O Ibovespa fechou perto da estabilidade nesta terça-feira (04), registrando alta de 0,08%, chegando aos 116.230 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira, após uma sequência de altas, teve um desempenho pior do que o observado no exterior.
Entre as maiores altas do Ibovespa se destacaram companhias ligadas ao setor de varejo e também as de crescimento. As ações ordinárias da Americanas (AMER3) subiram 5,98% e as da Locaweb (LWSA3), 5,09%.
Foram destaques também, entre as altas, as petroleiras juniores, que acompanharam a forte alta do barril de petróleo. As ordinárias da 3R Petroleum (RRRP3) subiram 9,33% e as da PetroRio (PRIO3), 4,80%. A Petrobras (PETR3;PETR4), no entanto, não acompanhou a movimentação, com os papéis ordinários caindo 1,97% e os preferenciais, 2,52%.
Agenda
9h: Produção industrial de agosto, com previsão de queda de 0,6%, ante aumento de 0,6% em julho
10h: PMI de serviços e composto
14h30: Fluxo cambial
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