Bolsas mundiais operam em queda, discurso de Powell e outros destaques

Bolsas mundiais operam em queda, discurso de Powell e outros destaques (Foto: Pexels)

As bolsas mundiais seguem em queda nesta sexta-feira (23), ainda impactadas pela alta de juros imposta pelos bancos centrais de todo o mundo, em uma tentativa de conter a inflação. 

Os futuros de Nova York registraram recuo ainda impactados pela alta de 75 pontos-base anunciada pelo Fed última na quarta-feira (21). Desde o anúncio, ações dos setores como os de bens de consumo e de tecnologia são as mais atingidas. 

Outro destaque do dia, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deverá falar novamente, desta vez em evento promovido pela instituição, em Washington. A fala deve elucidar os investidores sobre o ciclo de alta dos juros nos EUA. 

Entre os destaques de indicadores, está a divulgação dos Índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial e de serviços nos Estados Unidos. 

No Brasil, as atenções estão voltadas para os últimos dias da campanha eleitoral. Ontem à noite, o Datafolha elevou a probabilidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer no primeiro turno da disputa. 

Segundo a pesquisa, os ex-presidente subiu dois pontos e foi a 47% das intenções de voto, abrindo uma dianteira de 14 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL), que se manteve em 33%. Pelos votos válidos, Lula teria hoje 50%. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os futuros de Nova York recuam após a divulgação do Fed, preocupando diversos setores da economia. No after market de quinta-feira (22), as ações da Costco chegaram a cair mais de 2,5%.  

A varejista mostrou bons números referentes ao quarto trimestre fiscal, mas informou que está prevendo custos de frete e de mão de obra mais altos para os próximos meses. 

Veja o desempenho dos índices: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0845%

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,85%

  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,02% 

Ásia

O Nomura rebaixou sua previsão para o crescimento anual da China em 2023 de 5,1% para 4,3%. O movimento de queda na região ocorre a despeito de notícias positivas em relação à flexibilização do isolamento social para conter a covid-19. 

  • Shanghai SE (China), -0,66% 

  • Nikkei (Japão), -0,58% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,18% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -1,81% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Em solo europeu, os mercados também registraram queda – repercutindo não só o Fed, mas também as decisões de bancos centrais locais ontem. A Suíça elevou seus juros em 75 pontos-base e saiu da política de taxas negativas após sete anos. 

Em contrapartida, o Banco da Inglaterra (BoE) subiu a taxa em 0,50 ponto porcentual, com preocupações elevadas sobre os preços de energia. 

As ações de petróleo e gás foram as maiores responsáveis pela queda, com os alimentos e bebidas, saúde e varejo mantêm viés de alta. 

Veja as cotações do índices europeus: 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,67%

  • DAX (Alemanha), -1,46%

  • CAC 40 (França), -1,00%

  • FTSE MIB (Itália), -1,62% 

‘Commodities’

Com temores de que se concretize na prática a escalada da guerra na Ucrânia — pressionadas pelas falas de Putin — os preços do petróleo seguem registrando forte queda:

  • Petróleo WTI, -1,94%, a US$ 81,87 o barril

  • Petróleo Brent, -1,68%, a US$ 88,94 o barril

  • Minério de Ferro: +1,34%, a US$ 101,03

Brasil

Ibovespa fecha em alta de mais de 2% 

Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)
Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)

O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (22) com alta de 2%, chegando aos 114.070 pontos, alta. O volume negociado na sessão de hoje ficou em R$ 33,5 bilhões. O principal índice da bolsa de valores não fechava neste patamar há cinco meses. 

O descolamento do mercado brasileiro em relação ao exterior ocorre no dia seguinte à decisão do Banco Central, que manteve a taxa básica de juros em 13,75%, encerrando o ciclo de aperto monetária iniciado em março do ano passado. 

Para este resultado, o índice foi impactado diretamente pelas suas ações de maior peso. Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em alta de mais de 2% com a valorização do minério de ferro e do petróleo. 

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