As bolsas mundiais abriram em queda nesta segunda-feira (26). Os mercados asiáticos fecharam em queda, seguindo os índices futuros dos Estado Unidos, que registraram recuo após a elevação das taxas de juros e a turbulência nas moedas estrangeiras terem puxado as médias para as mínimas do ano.
A semana será marcada pela divulgação de alguns indicadores. Os investidores aguardam pelos dados de gastos de consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação preferido do Fed, previsto para sair na sexta-feira (30). Bens duráveis e números de confiança do consumidor também serão divulgados esta semana.
Haverá ainda diversos discursos de dirigentes do Fed e do presidente do BC americano, Jerome Powell. Ele participará, por vídeo, da abertura de uma conferência realizada em St. Louis.
A Europa permanece com temor de uma recessão global aumentando à medida que a inflação se prova resistente. A libra caiu para uma baixa recorde nesta segunda-feira, após o anúncio da semana passada pelo novo governo do Reino Unido de que implementaria cortes de impostos e incentivos ao investimento para impulsionar o crescimento.
Em solo brasileiro, o grande destaque da semana é a reta final das eleições. Na semana haverá o debate na TV Globo na quinta-feira (29), que pode definir as chances de haver ou não segundo turno.
No front econômico, a inflação continua sendo monitorada de perto pelos agentes do mercado. Amanhã (27), mesmo dia da ata do Copom, haverá a divulgação da prévia do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA-15). Outro destaque na agenda doméstica é o relatório trimestral de inflação, que será apresentado na quinta-feira (29).
Estados Unidos

Nesta segunda-feira (26) os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa, com investidores ainda reagindo aos possíveis aumentos que o Fed adotará nos próximos meses para conter a inflação.
Para quem não se lembra, na conclusão da reunião do Fomc, o presidente Jerome Powell disse que o banco central poderia aumentar as taxas em até 4,6% antes de recuar.
Os rendimentos do Tesouro dos EUA de 2 anos subiram ainda mais para 4,3%, após atingir novos máximos de 15 anos no final da semana passada, após o último aumento da taxa do Fed.
Dow Jones Futuro (EUA), -0,79%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,84%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,67%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (26), com o continente asiático ainda pessimista. O comitê de política monetária do Ranco Central da India está programado para se reunir no final desta semana, e a China deve divulgar dados sobre a atividade fabril no final da semana.
O Banco Popular da China anunciou hoje (26) que aumentará a exigência de reserva de risco sobre vendas a prazo de câmbio para 20% de 0%, a partir de 28 de setembro. A medida torna a venda do yuan mais cara.
Shanghai SE (China), -1,20%
Nikkei (Japão), -2,66%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,44%
Kospi (Coreia do Sul), -3,02%
Europa

Os mercados, assim como seus pares internacionais, também registraram queda nesta segunda-feira (26) ainda avaliando a situação econômica da região – com exceção da Itália.
A preocupação vem aumentando à medida que a inflação continua alta e os bancos centrais elevam as taxas de juros para tentar domar os preços crescentes.
Investidores na Itália estão agitados após uma eleição antecipada no domingo (25). O país irá eleger sua primeira primeira-ministra e o primeiro governo liderado pela extrema-direita desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,71%
DAX (Alemanha), -0,38%
CAC 40 (França), -0,68%
FTSE MIB (Itália), +0,26%
‘Commodities’
Nos commodities, assim como nos outros mercados, os futuros também recuaram 5% – com os contratos futuros de Brent e WTI atingindo o seu nível mais baixo desde janeiro.
Petróleo WTI, -0,95%, a US$ 77,99 o barril
Petróleo Brent, -0,95%, a US$ 85,38 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,46%, a 710,50 iuanes, o equivalente a US$ 99,32
Brasil
Ibovespa fecha em baixa de 2%

O Ibovespa fechou a sessão da última sexta-feira (23) em baixa de 2,06%, caindo para os 111.716 pontos. O volume negociado no dia ficou em R$ 35,1 bilhões. Mesmo com a queda, o índice de referência da Bolsa acumulou alta de 2,22% na semana.
A queda foi influenciada principalmente por grandes empresas que compõe o principal índice da bolsa de valores, como a Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3), impactadas diretamente pela volatilidade que as commodities sofreram na última semana.
Agenda
8h: Índice IPC-S semanal
8h25: Boletim Focus semanal
9h30: Transações correntes de agosto
10h30: Paulo Guedes, ministro da Economia, profere palestra para empresários da Federação da Indústria do Estado da Bahia ( FIEB) — Perspectivas da Economia Brasileira
11h15: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem reunião com representantes dos Bancos Centrais da Colômbia, Peru e Uruguai, para tratar de assuntos institucionais (fechado à imprensa)
15h: Balança comercial semanal
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