As bolsas amanheceram mistas no primeiro pregão de outubro. Os índices futuros dos Estados Unidos mistas nesta segunda-feira (03), após o mercado encerrar setembro negativamente e o S&P 500 e o Dow Jones atingirem o menor patamar desde março de 2020.
A inflação alta e a intenção do Federal Reserve (Fed) de conter a elevação dos preços — pesando nos mercados. Em indicadores, os dados de fabricação do Markit PMI e ISM devem ser divulgados nesta segunda-feira, juntamente com os gastos com construção.
No mercado asiático, a maioria dos mercados fechou no campo negativo, com Hang Seng, de Hong Kong, atingindo os níveis mais baixos em 11 anos. Os mercados da China estão fechados para o feriado da Golden Week.
Em solo europeu, as ações também operam em baixa, seguindo a onda negativa observada na Ásia-Pacífico. A maior expectativa do mercado é sobre a posição do Credit Suisse persistindo após um aumento nos swaps de crédito.
No Brasil, o grande destaque da manhã ainda são as eleições 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno para presidente – confirmando a polarização observada em toda a campanha. No entanto, as expectativas frustradas foram por parte dos eleitores do petista, que torciam por uma vitória no primeiro turno.
O segundo turno será realizado daqui a quatro semanas, no último domingo de outubro, dia 30. O pleito definirá se Bolsonaro será reconduzido para mais um mandato de quatro anos ou se Lula voltará ao Palácio do Planalto após 12 anos.
Além das eleições presidenciais, o Congresso Nacional também sofreu uma significativa renovação, com destaque para as bancadas de direita na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, em especial o próprio PL e o União Brasil e com a exceção da federação PT-PV-PCdoB.
Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos operam sem direção no primeiro pregão de outubro. Investidores em Wall Street seguem preocupados que o aperto monetário promovido pelo BC americano leve a economia a uma recessão.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), +0,21%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,02%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,46%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam, em sua maioria, negativos no primeiro pregão de outubro, com exceção do Nikkei 225, no Japão, subindo 1,07%, aos 26.215 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,97%, após atingir os níveis mais baixos desde outubro de 2011, segundo dados do Refinitiv Eikon.
No final da semana, o banco central da Austrália anunciará sua decisão sobre a taxa de juros, enquanto vários países da Ásia divulgarão dados de inflação.
Shanghai SE (China), fechado
Nikkei (Japão), +1,07%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,83%
Kospi (Coreia do Sul), fechado
Europa

Os mercados europeus operam em baixa, acompanhando o desempenho negativo observado nas bolsas da Ásia.
No câmbio, a libra subiu nesta manhã com os boatos de que o governo do Reino Unido reverterá os planos de eliminar a alíquota máxima do imposto de renda.
A libra esterlina ganhou 0,8% em relação ao dólar, sendo negociada a cerca de US$ 1,1250, levando a divisa de volta ao nível visto antes do anúncio do ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, de uma série de cortes de impostos amplamente criticados em 23 de setembro.
FTSE 100 (Reino Unido), -1,04%
DAX (Alemanha), -1,26%
CAC 40 (França), -1,61%
FTSE MIB (Itália), -0,78%
‘Commodities’
Os preços do petróleo registraram alta nesta segunda-feira (03), com a Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados (Opep+) considerando cortar a produção em até 1 milhão de barris por dia em uma reunião desta semana para sustentar os preços da commodity.
Petróleo WTI, +4,63%, a US$ 83,17 o barril
Petróleo Brent, +4,40%, a US$ 88,89 o barril
Brasil
Ibovespa fecha em alta

Na última sexta-feira (30), o Ibovespa fechou com alta de 2,20%, chegando aos 110.036 pontos, no último pregão antes do 1º turno das eleições. A bolsa brasileira seguiu para o lado oposto dos mercados em NY, que fecharam no vermelho, refletindo a inflação ao consumidor nos EUA acima das expectativas — o que eleva a tese de ciclo mais alto de juros.
As maiores baixas de setembro foram: IRB Brasil (IRBR3): -32,93%; Marfrig (MRFG3): -24,94%; São Martinho (SMTO3): -19,90%; Minerva (BEEF3): -18,83% e BRF (BRFS3): -18,74%.
Em contrapartidas, as maiores altas foram: Cyrela (CYRE3): +29,59%; MRV (MRV3]): +22,84%; Cogna (COGN3): +18,55%; EzTec (EZTC3): +17,61% e Yduqs (YDUQ3): +17,38%.
Agenda
8h: Confiança empresarial
8h: IPC-S semanal
8h25: Boletim Focus
10h: PMI industrial
10h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem reunião com representantes da Ripple e Banco Travelex (fechado à imprensa)
11h30: Campos Neto tem reunião com representantes do JP Morgan (fechado à imprensa)
14h: Campos Neto tem reunião com representantes da SulAmérica Investimentos (fechado à imprensa)
15h: Balança comercial
15h30: Campos Neto tem reunião com representantes da Truxt Investimentos (fechado à imprensa)
17h: Vencimento de opções sobre índice Brasil-50
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