Bolsas mundiais operam em queda com expectativa pelo Fed

Bolsas mundiais operam em queda com expectativa pelo Fed (Foto: Pexels)

Na véspera do Fed divulgar a sua decisão, as bolsas mundiais operam em queda nesta terça-feira (20). Os mercados em Nova York amanheceram em queda, com investidores se posicionando para o início da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira (21), às 15h, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulgará o seu comunicado, que deve trazer uma nova alta dos juros, com ampla maioria do mercado apostando em alta de 0,75 pontos-base.

No Brasil, antes das decisões do Fed e Copom — que completam a “super quarta” do mercado, os olhos voltam-se para a disputa política. O presidente Jair Bolsonaro discursa na Assembleia geral da ONU. A fala deve ser voltada para questões internas e não dirigida aos demais chefes de estado.

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos registraram queda, com Wall Street ainda buscando se recuperar antes de outro possível aumento do Federal Reserve. A reunião do Fomc terá início nesta terça-feira (20), mas o resultado deve ser divulgado amanhã.  

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,23% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,33% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,47% 

Ásia

Na Ásia, o dia foi de ganhos, após a China ter decidido manter sua taxa básica de empréstimos, conforme as projeções de mercado apontavam. O núcleo da inflação no Japão aumentou 2,8% em relação ao ano anterior — a maior taxa observada desde o final de 2014. 

A taxa básica de juros dos empréstimos da China permaneceu inalterada na terça-feira, em linha com as previsões em uma pesquisa da Reuters. 

  • Shanghai SE (China), +0,22% 

  • Nikkei (Japão), +0,44 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,16% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,52% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Na Europa, o dia começou com perdas, até mesmo o FTSE, que voltou após o feriado motivado pelo funeral da rainha Elizabeth II, que operava em alta, virou para queda.

Os demais mercados repercutiram os dados ruins sobre inflação ao produtor na Alemanha. O PPI (na sigla em inglês) local subiu 7,9% em agosto, ante uma estimativa de mercado de alta de 1,6%.

  • TSE 100 (Reino Unido), -0,08% 

  • DAX (Alemanha), -0,64% 

  • CAC 40 (França), -0,93% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,72% 

  • Stoxx600, -0,57% 

‘Commodities’

Os commodities também registraram volatilidade. Os preços do petróleo abriram o dia em alta, mesmo com a expectativa de que a política contracionista do Fed reduza o crescimento da economia global e isso traga impactos para a demanda no médio e longo prazo.  

Na China, o contrato do minério de ferro negociado em Dalian com vencimento em janeiro de 2023, teve forte queda de 3,06% hoje, para US$ 99,23. 

Veja as cotações 

  • Petróleo WTI, +0,54, a US$ 86,19 o barril; 

  • Petróleo Brent, +0,63%, a US$ 92,48 o barril; 

  • Minério de Ferro: -3,06, a US$ 99,23; 

Brasil

Ibovespa fecha em alta de mais de 2%

Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)
Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)

O Ibovespa recuperou parcialmente as perdas acumuladas na última semana nesta segunda-feira (19) em uma sessão de muita volatilidade. O índice fechou em forte alta e ampla vantagem sobre as Bolsas em Nova York, que ainda sentem o impacto do temor da inflação.  

Perspectivas sobre inflação e juros continuam mexendo com os ânimos dos mercados, às vésperas das reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. 

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