Bolsas mundiais operam em alta; Brasil terá prévia do PIB e outros destaques

Bolsas mundiais operam em alta; Brasil terá prévia do PIB e outros destaques (Foto: Pexels)

Após registrarem alta volatilidade ao longo da semana pelos dados do CPI, as bolsas mundiais apresentaram  alta nesta quinta-feira (15), se recuperando da queda da última terça-feira (13). Os índices futuros de Nova York se valorizaram aguardando os diversos relatórios econômicos programados para serem divulgados nesta manhã — que devem ajudar os investidores a entenderem a política econômica que deve ser adotada pelo Fed no restante do ano. 

Nesta manhã, devem ser divulgados os números de vendas no varejo, preços de importação e pedidos de auxílio-desemprego, por exemplo. Na Ásia, a quinta-feira foi de ganhos modestos, com exceção da China, que digeriu a revisão para baixo do PIB feita pela Fitch ontem a noite. 

No Brasil, o maior destaque de hoje é a divulgação às 9h do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do mês de julho. O indicador é visto pelo mercado como uma prévia do PIB. O mercado local também estará atento à divulgação das novas projeções de indicadores macroeconômicos, que incluem estimativas sobre PIB e inflação, feitas pela Secretaria de Política Econômica (SPE).  

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York registraram leve alta nesta quinta-feira (15), já que os investidores aguardam relatórios econômicos que devem elucidar o momento em que a economia se encontra.  

Entre as principais divulgações, estão no radar dados de vendas no varejo, preços de importação e pedidos de auxílio-desemprego. 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,13%

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,07%

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%

Cenário econômico em meio a inflação

A sete dias da reunião do Fed que definirá a nova taxa de juros nos Estados Unidos, dois terços do mercado esperam elevação para a faixa de 3,00%-3,25% (0,75 bps), segundo dados do CME. As previsões ficaram mais pessimistas após a divulgação do CPI de ontem.  

Além disso, outro destaque do dia foi o fato de a Fitch Ratings ter cortado drasticamente as previsões para o desempenho da economia mundial este ano e no próximo, em meio ao agravamento da crise energética na Europa, à escalada da inflação e ao movimento global de aperto de juros.  

Em relatório divulgado na última quarta-feira (14), a agência revela ter reduzido a estimativa para alta do PIB global em 2022, de 2,9% a 2,4%, e em 2023, de 2,7% a 1,7%. A piora nos números se deve, em parte, às expectativas de que zona do euro e Reino Unido entre em recessão no final deste ano e Estados Unidos, no próximo ano. 

Ásia

As ações da Ásia foram negociadas mistas nesta quinta-feira (15), após ter apresentado resultados negativos na sessão anterior. A China anunciou uma cota de empréstimo de 200 bilhões de yuans para indústrias e prestadores de serviços.  

Ainda no país, outra notícia de destaque foi o fato do banco central manteve sua linha de crédito de médio prazo (MLF) de um ano inalterada em 2,75%, como esperado. 

  • Shanghai SE (China), -1,16% 

  • Nikkei (Japão), +0,21% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,44% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,40% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Em solo europeu, os mercados amanheceram agitados registrando ganhos. O setor de maior destaque na região é o bancário, cuja as ações registraram alta de 1,75%. O mercado ainda digere a informação de que o índice bancário da zona do euro atingiu seu nível mais alto desde 10 de junho. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,58%

  • DAX (Alemanha), +0,23%

  • CAC 40 (França), -0,15%

  • FTSE MIB (Itália), +0,24%

‘Commodities’

Os preços do petróleo registraram queda, impactados diretamente pela desaceleração nas economias desenvolvidas e ao impacto contínuo dos bloqueios sanitários na China.   

O contrato do minério de ferro negociado em Dalian com vencimento em janeiro de 2023 teve alta hoje, mesmo após a Fitch Solutions ter reduzido sua estimativa para os preços para este ano — indicando que o cenário não é favorável para o próximo ano. 

  • Petróleo WTI, -0,64%, a US$ 87,91 o barril 

  • Petróleo Brent, -0,62%, a US$ 93,52 o barril 

  • Minério de Ferro futuro (para janeiro de 2023) negociado na Bolsa de Dalian: alta de 0,70%, a 722,5 iuanes, equivalente a US$ 103,46 a tonelada 

Brasil 

Ibovespa recua 0,22%, descolando do exterior 

Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)
Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em queda de 0,22% nesta quarta-feira (14), chegando aos 110.546 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira descolou do cenário visto no exterior, em especial nos Estados Unidos, onde os mercados fecharam positivos impulsionados pelas companhias do setor de siderurgia e mineração. 

Entre as maiores quedas da B3, se destacaram as ações ordinárias da CSN (CSNA3), com menos 3,91%, e as da Vale (VALE3), com menos 1,83%. As preferenciais série a da Usiminas (USIM5) caíram 3,17%. 

Já entre as altas, se destacaram ações ligadas a Petrobras (PETR3; PETR4), registrando alta de mais de 1,23% e 1,53%. Entre as altas percentuais, destaque para as ordinárias da Petz (PETZ3), que avançaram 6,53%, e para as da Cogna (COGN3), com ganhos de 4,03%. 

Agenda

  • 09:00: Banco Central: IBC-Br (julho)

  • 9:00: Ministério da Fazenda/SPE: indicadores macroeconômicos

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