As bolsas mundiais operam mistas nesta sexta-feira (23). Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade antes da divulgação dos dados de gastos pessoais de novembro medidos pelo PCE, o índice de inflação predileto do Federal Reserve (Fed). O consenso Refinitiv prevê alta mensal de 0,2% e de 4,7% na base anual para o núcleo do índice.
Na véspera, os pedidos de seguro-desemprego abaixo da expectativa e o PIB do 3T22 acima do esperado, projetaram uma economia americana resiliente e que os esforços do BC americano de esfriar a economia ainda não estão sendo sentidos, o que poderia, em tese, adiar os possíveis cortes das taxas de juros.
Já os mercados asiáticos fecharam em baixa, impactados pelas perdas registradas em Wall Street ontem (22) e pela inflação do Japão atingindo o maior nível em mais de 40 anos.
No Brasil, destaque para divulgação da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), de dezembro. O indicador será publicado às 9h (horário de Brasília). Do lado político, o presidente eleito Lula se reunirá hoje (23) com a senadora Simone Tebet, com objetivo de acertar o ministério que a parlamentar assumirá no novo governo.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam entre perdas e ganhos nesta manhã desta sexta-feira, último dia antes do feriado de Natal, que provavelmente deve registrar liquidez reduzida, com investidores aguardando pelo dado inflação preferido do Fed. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) deve subir 0,2% na base mensal e 4,7% na base anual, segundo projeção do consenso Refinitiv.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), +0,12%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,03%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa generalizada nesta sexta-feira, acompanhando o desempenho negativo das bolsas americanas na véspera. Na frente econômica, o núcleo do índice de preços ao consumidor no Japão subiu 3,7% em novembro em uma base anualizada, marcando o nível mais alta desde dezembro de 1981.
Membros do conselho de política monetária do Banco Central do Japão destacaram a necessidade de sua postura dovish (branda) de longa data, ao mesmo tempo em que observaram a necessidade de prestar atenção aos efeitos colaterais da flexibilização monetária, mostraram as atas de sua reunião em 27 e 28 de outubro.
Shanghai SE (China), -0,28%
Nikkei (Japão), -1,03%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,44%
Kospi (Coreia do Sul), -1,83%
Europa

Os mercados europeus operam próximo à estabilidade nesta manhã, depois de fecharem no vermelho durante a sessão anterior. A agenda da região está esvaziada, sem previsão de indicadores importantes ou divulgação de resultados corporativos relevantes.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,11%
(Alemanha), +0,14%
CAC 40 (França), +0,03%
FTSE MIB (Itália), +0,05%
‘Commodities’
As cotações do petróleo sobem com as expectativas de menores exportações de petróleo russo em dezembro, compensando as preocupações de que uma tempestade de neve iminente nos Estados Unidos possa reduzir a demanda por combustível nesta temporada de férias.
Os preços do minério recuam após três sessões seguidas altas.
Petróleo WTI, +1,23%, a US$ 78,44 o barril
Petróleo Brent, +1,01%, a US$ 81,82 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,18%, a 825,00 iuanes, o equivalente a US$ 118,03
Brasil
Ibovespa avança 0,11%

O Ibovespa fechou em alta de 0,11% nesta quinta-feira (22), chegando aos 107.551 pontos, após uma sessão marcada por volatilidade. O principal índice da Bolsa brasileira fechou de forma positiva por conta das ações de bancos e das companhias de diversos segmentos de commodities e conseguiu ignorar o movimento visto nos Estados Unidos.
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