As bolsas mundiais iniciam setembro no vermelho. Os índices futuros dos Estados Unidos e os mercados europeus operam em baixa, seguindo a direção dos mercados asiáticos neta quinta-feira (01º). Os investidores ainda ‘digerem’ os temores de políticas monetárias mais restritivas e uma desaceleração econômica já aguardada por todos.
Na última quarta-feira (31), a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, destacou que ainda é cedo para concluir que a inflação dos Estados Unidos atingiu o seu pico, mas defendeu que ainda há muito trabalho a ser feito. Ela espera que as taxas de juros subam acima de 4% antes que o Fed possa começar a recuar.
A onda pessimista do mercado ainda foi impactada pelo anúncio de um novo lockdown na China, na cidade de Chengdu, de 16 milhões de habitantes. Além disso, o país ainda houve a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) Caixin industrial, contraindo de 50,4 em julho para 49,5 em agosto.
O Reino Unido trouxe notícias animadoras, com a atividade manufatureira superando as expectativas, segundo o PMI de fabricação S&P Global.
Em solo brasileiro, o grande destaque é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. O Refinitiv prospecta um crescimento de 0,9%. Haverá ainda a divulgação do PMI da indústria e dados da balança comercial.
Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos registraram baixa nesta manhã após o fim do mês de agosto com o temor pela desaceleração global. Na próxima sexta-feira (2), serão divulgados os dados do mercado de trabalho de agosto, que podem dar mais sinais para o Fed determinar a trajetória de juros.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,69%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,89%
Nasdaq Futuro (EUA), -1,31%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam negativos após a atividade fabril da China estender os declínios em agosto devido aos temores pelas infecções por covid-19.
O Índice de Gerentes de Compras de manufatura Caixin/Markit da China para agosto, divulgado na quinta-feira, demonstrou que o setor está entrando em contração este mês.
A cidade de Chengdu começou um novo lockdown nesta quinta-feira (01º) para tentar conter um novo surto de covid-19, o que também impactou os mercados.
Shanghai SE (China), -0,54%
Nikkei (Japão), -1,53%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,79%
Kospi (Coreia do Sul), -2,28%
Europa

Os mercados europeus operam em baixa após agosto ter fechado em vermelho, na contramão da atividade fabril. O PMI recuou para 49,6 em agosto, de 49,8 em julho — abaixo de uma leitura inicial de 49,7.
A região enfrenta uma crise no custo de vida impulsionada pelo aumento nas contas de energia e alimentos, forçando os consumidores a reduzir os gastos.
Já o PMI de fabricação do Reino Unido ofereceu atingiu 47,3 contra consenso de 46,0. Apesar de superar as expectativas, a leitura ainda representa o pior mês para as fábricas britânicas desde maio de 2020.
FTSE 100 (Reino Unido), -1,60%
DAX (Alemanha), -1,67%
CAC 40 (França), -1,47%
FTSE MIB (Itália), -1,45%
‘Commodities’
Os barris de petróleo tipo WTI e Brent operam em baixa neste começo de setembro, pelo aumento da oferta e o temor de uma possível recessão econômica global com a nova imposição de lockdown na China.
Enquanto isso, as cotações do minério de ferro registraram queda, afetadas pela contração da atividade fabril do gigante asiático em agosto.
Petróleo WTI, -2,42%, a US$ 87,38 o barril
Petróleo Brent, -2,44%, a US$ 93,31 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,17%, a 675,50 iuanes, o equivalente a US$ 97,99
Bitcoin
Bitcoin, -1,40% a US$ 19.942,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Brasil
Ibovespa fecha em queda

Nesta quarta-feira (31), o Ibovespa fechou em queda de 0,82%, chegando aos 109.522 pontos. No entanto, em agosto o principal índice da Bolsa brasileira acumulou alta de 6,16% e se destacou frente aos seus pares.
As companhias ligadas ao mercado interno foram as que mais se beneficiaram deste cenário. No mês, as maiores altas ficaram com as ações ordinárias da Positivo (POSI3), com mais 73,18%, as da Magazine Luiza (MGLU3), com mais 65,50%, e as da Via (VIIA3), com mais 34,17%.
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4) também foram um grande destaque. Elas subiram 21,34% e 19,25% — isso mesmo com o petróleo Brent saindo do patamar de US$ 100 para ser negociado próximo a US$ 96,50.
Agenda
8h: IPC-S semanal
9h: PIB do segundo trimestre, com consenso Refinitiv de alta de 0,9% frente o primeiro trimestre e avanço de 2,8% na base anual
09h30: Roberto Campos Neto, presidente do BC, participa de reunião do Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central (Comef) (fechado à imprensa)
10h: Paulo Guedes, ministro da Economia, participa da 10ª Feira do Empreendedor — SEBRAE (fechado à imprensa)
10h: PMI Industrial
12h30: Campos Neto tem reunião com Moisés Gomes, Superintendente do Sebrae (fechado à imprensa)
15h: Balança comercial
15h30: Guedes participa do Fórum Instituto Unidos Brasil
17h: Precificação de oferta de ações do IRB
18h30: Pesquisa eleitoral Datafolha

