As bolsas mundiais registraram queda na manhã desta terça-feira (20), com investidores de olho nas perspectivas de taxas de juros mais altas para o próximo ano. O medo de que os principais bancos centrais do mundo possam levar a economia global a uma recessão elevou o temor do mercado.
Na semana passada, o Federal Reserve dos EUA, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra colocaram mais pressão sobre os investidores ao elevarem os juros e suas perspectivas de novas altas.
No Japão, o BOJ manteve suas taxas de juros e anunciou que modificará sua faixa de controle da curva de rendimentos, o que afetou os mercados por lá, com o iene tendo forte valorização em relação ao dólar. A autoridade monetária expandiu a faixa de flutuações do rendimento dos títulos do governo do Japão de 10 anos passou de seus atuais – 0,25% a +0,25% para -0,50% a +0,50%.
Em solo brasileiro, a agenda de indicadores está vazia e investidores seguem atentos a PEC da Transição que pode ir ao plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (19). O texto deve trazer uma alteração importante em relação ao aprovado pelo Senado, segundo parlamentares ouvidos pelo Broadcast. Eles apontam que o prazo de ampliação do teto de gastos em R$ 168 bilhões deve cair de dois para um ano.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã de hoje, estendendo as perdas da semana passada com o temor por uma recessão global.
Diversas companhias divulgarão os seus resultados antes do Natal. A General Mills reportará seus resultados antes da abertura de hoje. A Nike e a FedEx devem divulgar seus números após o fechamento dos mercados.
Na agenda de indicadores, os dados de início de habitação para novembro serão divulgados nesta manhã. Esta semana promete muitos insights sobre o setor imobiliário. Os dados de vendas de casas existentes e novas casas serão divulgados na quarta e sexta-feira, respectivamente.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,06%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,21%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,42%
Ásia
Os mercados asiáticos seguiram Wall Street e fecharam com baixa generalizada na sessão desta terça. No front econômico, o banco central do Japão surpreendeu os mercados com um ajuste em seus controles de rendimento de títulos que permite que as taxas de juros de longo prazo subam mais, uma medida que visa aliviar alguns dos custos do estímulo monetário prolongado.
Shanghai SE (China), -1,07%
Nikkei (Japão), -2,46%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,33%
Kospi (Coreia do Sul), -0,80%
Europa

Os mercados europeus operam em baixa nesta terça, com todos os setores e principais bolsas abrindo em território negativo. Em indicadores, investidores aguardam pela divulgação do índice de confiança do consumidor da Zona do Euro de dezembro, que deve registrar retração, segundo expectativas do consenso Refinitiv.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,40%
DAX (Alemanha), -0,66%
CAC 40 (França), -0,91%
FTSE MIB (Itália), -1,09%
‘Commodities’
As cotações do petróleo operam em baixa após subirem no início do pregão, com temores de uma recessão global superando o otimismo em torno do relaxamento das restrições ao Covid-19 na China.
Petróleo WTI, -0,47%, a US$ 74,84 o barril
Petróleo Brent, +0,18%, a US$ 79,94 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,19%, a 804,50 iuanes, o equivalente a US$ 115,60
Brasil
Ibovespa fecha em alta de 1,83%

Na última segunda-feira (19), o Ibovespa registrou alta de 1,83%, chegando aos 104.739 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira se descolou do que foi visto nos Estados Unidos, com ajuda, em parte, do noticiário político local.
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