BC mantém Selic em 13,75% ao ano e destaca incertezas no âmbito fiscal

Futuros dos EUA sobem com expectativa por PIB; China eleva estímulos e ata do BCE (Foto: Pexels)

Na sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa Selic em 13,75%. Pelo terceiro encontro consecutiva, a autoridade optou por não mexer nos juros. A decisão foi unânime. 

“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos de 2023 e de 2024”, explicou o colegiado, no texto que acompanha a decisão. 

Os analistas e economistas já previam que a taxa Selic fosse mantida no atual patamar, na reunião desta quarta-feira (7). De acordo com uma pesquisa da Reuters, 31 dos 32 economistas consultados esperavam continuidade da taxa básica de juros no mesmo nível. 

Com a decisão, o BC manteve a Selic a um patamar 11,75 pontos acima da mínima histórica de 2% ao ano, atingida em meio à pandemia de Covid-19 e que vigorou até março do ano passado. A taxa básica segue no nível mais alto desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. 

Agora, o mercado avalia o tom que o BC deu às incertezas fiscais em seu balanço de riscos. “O Comitê acompanhará com especial atenção os desenvolvimentos futuros da política fiscal e, em particular, seus efeitos nos preços de ativos e expectativas de inflação, com potenciais impactos sobre a dinâmica da inflação prospectiva”, disse o comunicado do Copom. 

Também conforme o previsto, o BC disse que se manterá vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período suficientemente prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação para as metas. 

“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, diz o texto. 

O Copom também enfatizou que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. 

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