Agentes federais de segurança examinavam os antecedentes de Thomas Matthew Crooks neste domingo (14) em busca do que levou o atirador de 20 anos a abrir fogo contra o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em um comício no oeste da Pensilvânia.
Crooks, identificado pelo FBI como o atirador, foi baleado e morto pelo Serviço Secreto segundos depois de supostamente disparar contra o palanque onde Trump discursava no sábado (13), em Butler, na Pensilvânia. Um participante do comício, um homem de 50 anos identificado como Corey Comperatore, morreu e dois outros participantes ficaram gravemente feridos. Trump foi baleado na orelha direita.
Morador de Bethel Park, a cerca de uma hora de onde ocorreu o tiroteio, Crooks era um republicano registrado que teria sido elegível para dar seu primeiro voto presidencial nas eleições de 5 de novembro, nas quais Trump desafia o atual presidente democrata Joe Biden. Os registros públicos mostram que seu pai também é um republicano registrado e sua mãe, uma democrata registrada.
Os registros da Comissão Eleitoral Federal mostram que Crooks fez uma pequena doação de US$ 15 alguns anos atrás para um comitê de ação política chamado ActBlue, que arrecada recursos para políticos de esquerda e democratas. A doação foi destinada ao Progressive Turnout Project, um grupo nacional que incentiva os democratas a votar. Os grupos não responderam a um pedido de comentários da Reuters.
Os pais de Crooks não puderam ser contatados pela Reuters para comentar o assunto. Seu pai, Matthew Crooks, de 53 anos, disse à CNN que estava tentando descobrir o que havia acontecido e que esperaria até falar com as autoridades policiais antes de falar sobre seu filho.
Agentes do Serviço Secreto mataram o atirador, disse a agência, depois que ele abriu fogo do telhado de um prédio a cerca de 140 metros do palanque onde Trump discursava para seus apoiadores. O rifle semiautomático estilo AR-15 usado no tiroteio foi encontrado perto de seu corpo, segundo fontes.
A arma foi comprada legalmente pelo pai do atirador, relataram a ABC e o Wall Street Journal, citando fontes. No carro do atirador foram encontrados materiais para a fabricação de bombas, segundo relataram meios de comunicação dos Estados Unidos, citando fontes.

