Na última semana, os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos EUA vieram dentro do previsto, enquanto a possibilidade de um corte de juros na reunião do Federal Open Market Comittee (FOMC), do Federal Reserve, de setembro já é dada como certa. Neste cenário, o mercado voltará seu olhar para o Simpósio de Jackson Hole.
O evento é composto por banqueiros centrais, economistas e acadêmicos e é organizado pelo Federal Reserve de Kansas City. Esse ano, acontecerá entre 22 e 24 de agosto e tem como tema “reavaliando a eficácia e transmissão da política monetária”. O principal destaque do evento, é Jerome Powell, presidente do Fed. O discurso do chairman acontecerá na sexta-feira, 23 de agosto, às 11h.
Além disso, o FOMC (Federal Open Market Committee) também divulgará sua ata sobre a última reunião, o que ajudará a dar ainda mais detalhes sobre os próximos passos na política monetária. Os dois acontecimentos devem garantir perspectivas para que investidores observem a dinâmica de juros nos EUA.
Antes, na segunda-feira, está previsto o início da Convenção Democrata, que contará com discursos de Joe Biden, presidente dos EUA, e Kamala Harris, candidata do partido à presidência. A expectativa é que o atual presidente seja o principal orador no evento e, de acordo com a Casa Branca, o discurso será voltado para unidade partidária e questões que preocupam Biden. Há expectativas de que os ex-presidentes Bill Clinton e Barack Obama também façam discursos na ocasião.
Por aqui, a maior expectativa da semana fica nos dados de arrecadação. A equipe econômica da XP espera crescimento anual robusto, puxado por sólida atividade econômica e medidas de aumento de receitas aprovadas. A previsão do time de economia do Itaú é de R$ 231 bilhões em arrecadação de impostos em julho. No campo político, o projeto da desoneração da folha de pagamento de 17 setores e municípios finalmente deve ser votada no Senado.
“Estimamos que a extensão das desonerações custe cerca de R$ 18 bilhões por ano (R$ 26 bilhões na estimativa do governo). Nosso cenário fiscal não inclui nenhuma medida para compensar essa extensão. Portanto, se medidas de compensação forem aprovadas e resultarem em um aumento de receita, isso representaria um viés de alta para nossas previsões de déficit fiscal primário para 2024 (0,6%) e, especialmente, para 2025 (0,9%)”, afirma a equipe econômica do Itaú.

