Com o clima de ano novo ainda no ar nesta terça-feira, 2, a maioria das pessoas traça metas para diversas áreas da vida, como a saúde, por exemplo. Esse, no entanto, é um importante momento também para reavaliar as suas finanças, planejando o financeiro do mês, se preparando para as famosas contas do início do mês, mas também rever os seus investimentos e a sua carteira.
Embora montar uma carteira requeira muito estudo, planejamento, alinhamento com os seus objetivos e perfil de investidor, é sempre importante reavaliar as ações escolhidas de tempos em tempos, entendendo se elas ainda se enquadram na sua estratégia de investimentos ou se chegou a hora de mudar de estratégia.
O que considerar na hora de avaliar o desempenho da sua carteira?
Além de rever alguns dos fatores já mencionados, como os seus objetivos com àquela carteira, é analisar se o meu perfil de investidor continua o mesmo de quando a carteira foi montada ou se o propósito para a quantia investida foi alterado de alguma forma.
Algumas pessoas têm dúvidas se o perfil pode mudar ao longo do fato, considerando que ele tem a ver com características muito específicas do investidor. O investidor, no entanto, pode alterar o seu perfil, considerando que os seus objetivos iniciais podem sofrer mudanças, assim como a sua forma de encarar os riscos associados aos investimentos.
Abaixo, confira outros fatores que também devem ser considerados:
Diversificação
A diversificação é outro ponto crucial ao se falar da carteira de investimentos. Com o passar do tempo, algumas quantias podem ser alteradas, com alguma ação tendo se valorizado muito e outra perdido valor. Com esse desbalanceamento, é importante entender se é preciso reequilibrar esses investimentos, aumentar os aportes em um determinado ativo ou até mesmo explorar um novo ativo.
A diversificação ajuda a mitigar os riscos, considerando que eventuais perdas em um investimento podem ser parcial ou totalmente compensadas pelos ganhos em outro, protegendo o investidor especialmente das mudanças de mercado que ele não conseguiria prever.
No entanto, vale destacar que diversificação não é sinônimo de pulverizar. É preciso avaliar o histórico, nível de risco e potencial retorno de cada um dos ativos de acordo com vários cenários econômicos, entendendo qual a função de cada um na sua carteira.
O ideal é que a sua carteira tenha ativos voltados para a proteção do seu patrimônio, como uma moeda forte como o dólar ou setores perenes, assim como outros investimentos que tenham capacidade alto potencial de retorno e valorização.
Rentabilidade
Outro ponto de atenção é a rentabilidade da carteira. É importante avaliar se o atual conjunto de ativos da carteira está trazendo a rentabilidade esperada para que você alcance o objetivo final para o qual criou a sua carteira de investimentos.
Se o investidor estipulou que precisa de uma rentabilidade mensal de 1% para alcançar o montante final para a sua independência financeira dali tantos anos, é importante entender se no acumulado do ano passado ela atingiu este patamar. Caso não, talvez seja interessante avaliar outras opções de investimentos que possam substituir algum ativo — uma ação do mesmo setor, por exemplo — mas com um potencial de ganho maior.
Liquidez
Outro fator relevante neste momento é a liquidez dos ativos, que se refere a facilidade de resgatar ou vender um ativo para transformá-lo em dinheiro. Este ponto tem que ser avaliado desde o momento em que a carteira é montada, mas caso não tenha visto, é necessário fazer essa analise.
O ideal é que o investidor defina bem os objetivos e seus prazos, adequando a liquidez dos ativos aos seus diferentes horizontes de investimento. Na renda fixa, por exemplo, essa previsão é facilitada. Em uma carteira de investimentos com ações, é importante analisar a liquidez dos ativos: se eles são negociados em um grande volume diariamente ou não, para entender se ao precisar vendê-los, terá facilidade ou não.

