Novo ano, requer novas metas de investimento. 2023 chega com perspectivas novas para o mercado financeiro, além de desafios para o Brasil — que já vem enfrentando um cenário econômico complexo desde o ano anterior, com a alta da inflação, a alta da taxa Selic e perspectivas pequenas para crescimento.
No entanto, o que preocupa a grande maioria dos analistas ouvidos pelo Boa Brasil Investimento é a recessão global que parece cada vez mais certa. Em todo o mundo, os especialistas de mercado já não perguntam se haverá uma recessão, mas quando ela chegará ao Brasil e como deve impactar nossas vidas.
O aperto monetário adotado por Bancos Centrais de todo o mundo já desenhava a situação que deve desencadear uma recessão global. Desde o fim da pandemia do novo coronavírus, o cenário econômico global já apresentava sinais de instabilidade e de baixas perspectivas de crescimento.
O mundo está a caminho de uma nova crise mundial, segundo as previsões mais realistas, baseadas no relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o Fundo, 2023 será marcado por recessões, com um terço da economia global passando por dificuldades financeiras.
Economicamente dependente de países como Estados Unidos e China, o Brasil deve ser impactado. Além do pós-eleições, que traz ansiedade de como a cenário deve se desenhar, as estatísticas assumem um caráter pouco animador para o investidor. Segundo a previsão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento previsto para o Brasil, de míseros 0,6%, representa um quinto da projeção de crescimento mundial (3%) este ano.
Previsões para 2023
Para 2023, a entidade prevê um avanço de 1,2% para o país, pouco menos da metade da projeção mundial (2,8%). Antes, a OCDE previa que por aqui cresceríamos 2,1% no próximo ano.
Enquanto no Brasil, especialistas indicam 25% de chance de recessão, nos Estados Unidos esse número sobe para pelo menos o dobro, em um período de 6 a 18 meses. Se este cenário se confirmar, o país deve sofrer uma série de efeitos negativos, a começar pelo aperto de renda que tem como consequência o desemprego e a perda do poder de compra pela população.
A expectativa é que o Brasil não sofra efeitos tão grandes com a recessão se as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) ao longo dos últimos meses conseguirem conter a inflação — além de dados relacionados a emprego e renda terem de melhorar.
Para que isso aconteça, de fato, é preciso que o governo invista na economia, estimule as pequenas empresas e a geração de empregos. Afinal, sem capital girando, as pessoas e famílias tendem a reduzir seus gastos, impactando diretamente a economia.
Com todo esse cenário, o investidor deve tentar se proteger recorrendo a títulos atrelados ao CDI e ao IPCA. Os investidores de caráter mais arrojado podem ainda surfar a baixa de preços da bolsa para aproveitar e investir em empresas de alto valor.
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